Das Institut für Ethnologie der Freien Universität Berlin lädt ein zu einem Vortrag von
zum ThemaPai-de-santo (Candomblé-Priester)
Laércio Messias do Sacramento
Salvador da Bahia; Brasilien
Zeit: Mittwoch, 19.4. 2005, 14-16 Uhr"A Similaridade entre o catolicismo popular e as religiões da tradição africana no Brasil" (Analogien zwischen dem Volks-Katholizismus und den Religionen afrikanischer Traditionen in Brasilien)
Palestra em Salvador da Bahia no
CEAO-CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS
Terreiro de Jesus
22 março 2005 - 16 H
A proposta desta pesquisa é demonstrar a importância das religiões afro-brasileiras – candomblé e umbanda – na formação da identidade das mulheres brasileiras em uma Berlim multicultural, bem como a construção de redes transnacionais.
Esta pesquisa aborda tanto a relação entre a migração e a emergência de culturas híbridas em uma "nova pátria", quanto suas estratégias no confronto com racismo e estereótipos culturais.
Através de uma metodologia antropológica, é feita uma reflexão sobre comunidades culturais e religiosas em Berlim e sua relevância na formação de uma "nova" faceta da identidade feminina.
Doutora em Antropologia
CHRISTIANE PANTKE
Curriculum Vitae (versão resumida)
Dr. phil. Christiane Pantke
Institut für Ethnologie
Freie Universität Berlin
Drosselweg 1-3
14195 Berlin
Formada em Antropologia pelo Instituto de Etnologia da Universidade Livre de Berlim (1997) com a dissertação de doutorado: "Favelas, festas e candomblé: sobre o intercâmbio cultural entre afro-brasileiros e turistas no contexto de cerimônias religiosas e profanas na Bahia".
Em seguida, coordenadora do projeto de pesquisa sobre o papel do candomblé e das igrejas pentecostais na sociedade baiana (patrocinada pelo Conselho Alemão de Pesquisa – DFG).
Seu atual projeto de pesquisa trata das migrantes brasileiras em Berlim, sob o aspecto do gênero e do papel das religiões afro-brasileiras em redes socioeconômicas na migração. Este projeto, que aguarda uma oportunidade de ser apresentado na Bahia, é patrocinado pela Universidade Humboldt de Berlim, dentro do programa para fomento da igualdade de oportunidades para as mulheres na ciência e na pesquisa.
NZILA
KUNA ZAMBI
AS
TRADIÇÕES RELIGIOSAS DE ORIGEM BANTU NA BAHIA
Casa
de Angola na Bahia
Exposição
Etno-Fotográfica
02
de março a 02 de abril de 2005
Seminário
Interdisciplinar
02
a 04 de março de 2005
O evento Nzila Kuna
Zambi é resultado do Projeto
Nzila: As Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia. Desenvolvido
por uma equipe de pesquisadores pluridisciplinar, o Projeto Nzila tem como
objetivo o mapeamento, o estudo antropológico e etnomusicológico das comunidades
e tradições religiosas de origem bantu no Estado da Bahia.
Composto por uma Exposição
Etno-Fotográfica (150 fotografias) e um Seminário
Interdisciplinar, o evento Nzila Kuna Zambi pretende trazer elementos
novos para o conhecimento da religiosidade de origem bantu na Bahia, nos seus
aspectos antropológicos, históricos, lingüísticos e musicais. Busca-se assim
contribuir no resgate de tradições ancestrais ainda desconhecidas que participam
da diversidade cultural do Brasil.
Reunindo povo de
santo - sacerdotes e representantes
da nação Angola - e estudiosos, o
Seminário abordará de forma interdisciplinar assuntos ligados à discriminação,
valorização, preservação e reelaboração dessas tradições, no Brasil e na África.
Frutos da parceria entre povo de santo e pesquisadores, os resultados do evento
Nzila Kuna Zambi virão compor parte do acervo Nzila,
a ser mantido por um conselho reunindo os representantes das comunidades
religiosas envolvidas.
Prof.
Dr. Xavier Vatin
Coordenador

NZILA
KUNA ZAMBI
Seminário
Interdisciplinar e Exposição Etno-Fotográfica
As
Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia
Casa
de Angola na Bahia
Dezembro
de 2004
Ø
O
SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR
O Seminário Nzila Kuna
Zambi pretende trazer elementos novos para o conhecimento das
tradições religiosas de origem bantu na Bahia, contribuindo no resgate de
tradições ancestrais desconhecidas que participam da diversidade cultural do
Brasil. A
importância desta proposta inédita constitui-se no enfrentamento
interdisciplinar dos desafios ligados ao desconhecimento, discriminação,
valorização, preservação e
reafricanização dessas
tradições, no Brasil e no
exterior.
O evento
se propõe a contribuir na divulgação e preservação da cultura bantu,
principalmente nos aspectos históricos, linguísticos, musicais e estéticos
ligados ao candomblé Angola. Temas como sincretismos religiosos (africano e
católico), candomblé de caboclo, variedade e natureza dos nkisi
(divindades bantu), cosmologia e
variações do candomblé Angola no interior da Bahia, serão abordados no
Seminário.
Espera-se,
ainda, favorecer colaborações ativas entre os diversos terreiros do interior e
da capital. Hoje, a troca de conhecimento e acesso à políticas públicas entre
essas numerosas comunidades religiosas é quase inexistente. Por isso, o
Seminário Nzila
Kuna Zambi torna-se
essencial na facilitação, discussão, formulação de políticas públicas e na
cooperação entres os diversos participantes.
O
Seminário contará com a participação de representantes do governo angolano,
autoridades religiosas do candomblé angola, pesquisadores e entidades nacionais
e internacionais de estudo e preservação das tradicões bantu. O evento Nzila Kuna
Zambi terá como público-alvo as comunidades religiosas, estudantis e
científicas; as escolas públicas estaduais e municipais de Salvador; as
organizações governamentais, não-governamentais e demais segmentos da sociedade
civil, com participação estimada de 500 pessoas.
O evento Nzila Kuna
Zambi constitui-se como produto do PROJETO NZILA: AS TRADIÇÕES
RELIGIOSAS DE ORIGEM BANTU NA BAHIA, financiado pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB e apoiado por instituições como a
Universidade Federal da Bahia, a Casa de Angola na Bahia e o Centro de Estudos e
Pesquisas das Tradições de Origem Bantu – CEPTOB. Desenvolvido por uma equipe de
pesquisadores pluridisciplinar, o Projeto Nzila propõe-se a realizar o
mapeamento, o estudo antropológico e etnomusicológico das comunidades e
tradições religiosas de origem bantu no Estado da Bahia.
Por fim,
os resultados e
produtos
do evento Nzila Kuna
Zambi (filmagens,
gravações, anais, catálogo e acervo fotográfico) comporão parte importante do
acervo do Projeto Nzila. Este acervo constituirá, para pesquisadores, estudantes
e comunidades religiosas, um precioso material para a preservação e a
transmissão do patrimônio cultural de origem bantu na Bahia e no Brasil.
Os materiais produzidos também
poderão ser utilizados para ensino e pesquisa de História, Cultura
Afro-Brasileira e disciplinas afins, mostrando uma face fundamental, porém
desconhecida, do universo religioso afro-brasileiro.
PROGRAMAÇÃO CASA DE ANGOLA NA
BAHIA, 15 A 17 DE DEZEMBRO DE 2004
provisória
15.12.04,
18 horas ABERTURA DO SEMINÁRIO
Valorização
e preservação das tradições de origem bantu
Representantes do Governo Angolano –
Ministério da Cultura de Angola:
Dr. Virgílio Coelho,
Vice-Ministro da Cultura
Dr. Victor Narciso,
Adido Cultural da Casa de Angola na Bahia
Dr. Camilo Afonso,
Diretor do Gabinete do Vice-Ministro da Cultura
Coordenação: Dr. Xavier
Vatin (UFBA)
16.12.04,
9-12 horas História dos povos bantu
na África e no Brasil
Profa.
Doutoranda
Prof. Dr.
Prof. Dr. Valdemir
Zamparoni (UFBA)
Coordenação:
Profa. Dra.
16.12.04,
14-18 horas Língua e música no
contexto religioso bantu
Dr. Camilo Afonso (Ministério da
Cultura de Angola)
Dra.
Dr. Xavier Vatin
(UFBA)
Coordenação: Prof. Dr.
Entre
Yoruba e Bantu: uma visão antropológica
Prof. Dr.
Profa. Dra.
Dr. Virgílio Coelho (Vice-Ministro
da Cultura de Angola)
Coordenação: Prof. Dr.
17.12.04,
9-12 horas Nos caminhos de Zambi:
histórias de vida (1)
Anselmo dos Santos, Tata de Nkisi do
Terreiro Mocambo (Salvador)
Antônio Gomes da Silva,
Sacerdote (Canavieiras)
Jocélia Santos Vaz, Mameto de Nkisi
(Itapitanga)
Edson Sales,
Tata de Nkisi do Terreiro Unzó Mim Kizangirá (Praia do
Forte)
Geraldo André da Silva,
Tata de Nkisi e pesquisador (Belo Horizonte)
Laércio Messias do Sacramento, Tata
de Nkisi do Terreiro de Jauá e Presidente do CEPTOB
(Camaçari)
Coordenação:
Profa. Cristiane Santos da Silva (Casa de Angola na
Bahia)
17.12.04,
15-18 horas Nos caminhos de Zambi:
histórias de vida (2)
Eloína Tavares, Mameto
do Terreiro Tata Makuende (Salvador)
Esmeraldo Emetério de Santana,
Xicarangoma do Terreiro Tumba Junçara (Salvador)
Esmeraldo Emetério de Santana Filho,
Xicarangoma do Terreiro Tumba Junçara (Salvador)
José Daniel das Neves,
Xicarangoma da Goméia (Salvador)
Juracy Xavier Passinho, Tata do Unzó
Kuna Inkisi Tombensi Malaula (Salvador)
Coordenação: Profa.
Cristina Pechine (Projeto Nzila)
Ø
A
EXPOSIÇÃO ETNO-FOTOGRÁFICA
Resultado das pesquisas do Projeto
Nzila, a exposição etno-fotográfica Nzila Kuna
Zambi, a ser realizada na Casa de Angola na Bahia de 03 a 31 de
dezembro, pretende mostrar a riqueza e a diversidade das tradições
religiosas de origem bantu no Estado da Bahia. Serão expostas 150 fotografias –
selecionadas entre as 1000 fotografias do acervo Nzila – divididas em 7 temas,
abordando diversos aspectos do universo sagrado e da vida cotidiana dos
candomblés de Angola na Bahia. Cada tema será acompanhado de informações
etnográficas e cada fotografia acompanhada de legendas detalhadas, dando à
exposição um importante valor documental. Serão abordados os seguintes temas:
1.
Terreiros
O espaço físico, no candomblé, é uma
transposição do universo sagrado, no qual vem se materializar a cosmovisão
bantu. Cada comunidade modela e adequa o seu espaço físico próprio, recriando um
pedaço da África bantu em áreas urbanas ou rurais.
2.
Família de santo
Os adeptos do candomblé Angola –
angoleiros – formam uma grande família espalhada nas diversas regiões do Estado
e do Brasil. Laços de parentesco, consanguíneo e espiritual, unem os angoleiros.
Nomes ilustres marcaram, até hoje, a história moderna do candomblé de origem
bantu: Roberto Barros Reis, Maria Genoveva do Bonfim (Maria Neném), Maria
Santana Corqueijo Sampaio (Malandiansambe do Calabetã), Bernardino do Bate Folha
(nação Muxicongo), Ciriaco do Tumba Junçara, Joãozinho da Goméia, Gregório
Makuende, Miguel Arcanjo (nação Amburaxó), Nicácio (nação Paketan), entre
outros. Cada um desses ilustres sacerdotes deu origem a uma família espiritual
cujos membros continuam preservando e celebrando a tradição herdada dos seus
fundadores.
3.
Casas de santo e assentamentos
Cada nkisi –
divindade bantu - tem sua casa, seus assentamentos, seus atributos específicos,
onde se concentra a sua força primordial, o ngunzo.
Nzila, Nkosi, Katendê, Mutalambô, Gogombira, Zazi, Kikongo, Tempo, Angorô,
Bamburucema, Dandalunda, Kokoeto, Gangazumba e Lemba são os principais nkisi do
panteão bantu. Forças primordiais da natureza, os nkisi são a
prova vibrante da vitalidade das tradições religiosas de origem bantu na Bahia.
4.
Festas públicas
As festas públicas constituem o
elemento visível mais importante da atividade ritual da comunidade. Cada
terreiro segue um calendário próprio destinado a celebrar os diversos nkisi do
panteão bantu. Até hoje relembrados através do culto aos caboclos – espíritos de
índios divinizados – os primeiros contatos entre os africanos bantu e os índios
ocorreram provavelmente na época dos quilombos. Os caboclos são considerados
como os primordiais donos da terra e detêm um lugar de destaque nas celebrações
religiosas.
5.
Música
A música cumpre uma função
fundamental na prática religiosa do candomblé. Além de identificar as diversas
nações, toques e cantigas servem de veículo para a transmissão do rico conteúdo
mítico-litúrgico bantu. Na nação Angola, os três atabaques, tradicionalmente
chamados ngoma, são
tocados com as mãos.
6.
Colares
Os colares rituais – masanga – do
candomblé Angola têm características próprias que os distinguem das outras
nações. Cada nkisi tem
suas cores específicas: verde para Mutalambô, verde e branco para Tempo e assim
por diante.
7.
Crianças
As crianças são o grande potencial
de renovação do candomblé. Cantam, tocam, dançam e algumas delas já nascem
iniciadas. A vida na comunidade religiosa lhes traz importante socialização, na
qual aprendem o respeito ao outro – principalmente aos nkisi e aos
mais velhos – e recebem um rico patrimônio cultural. As crianças também são
homenageadas no panteão bantu através de entidades que possuem espíritos
infantis, os vunje,
celebrados uma vez ao ano.
REALIZAÇÃO
PROJETO
NZILA: As Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia
APOIO
FAPESB
- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da
Bahia
CASA
DE ANGOLA NA BAHIA
UFBA
– Universidade Federal da Bahia – Departamento de
Antropologia
CEPTOB
– Centro de Estudos e Pesquisas das Tradições de Origem
Bantu
COMISSÃO
ORGANIZADORA
Dr.
Xavier Vatin
Prof.
Dr.
Profa.
Cristina Pechine
Profa.
Cristiane Santos da Silva
Prof.