Avril 2005



Envoyé: lundi 18 avril 2005 18:00
À:http://www.ngomadikumbi.org
Objet: Palestra em Berlim (allemana)

Importance: Haute
Das Institut für Ethnologie der Freien Universität Berlin lädt ein zu einem Vortrag von


Pai-de-santo (Candomblé-Priester)
Laércio Messias do Sacramento
Salvador da Bahia; Brasilien
zum Thema
"A Similaridade entre o catolicismo popular e as religiões da tradição africana no Brasil" (Analogien zwischen dem Volks-Katholizismus und den Religionen afrikanischer Traditionen in Brasilien)
Zeit: Mittwoch, 19.4. 2005, 14-16 Uhr
Ort: Institut für Ethnologie, Drosselweg 1-3,
14195 Berlin, Großer Seminarraum.
Alle Interessent/inn/en sind herzlich zu dieser Veranstaltung eingeladen.
Prof. Dr. Ute Luig Dr. Christiane Pantke

Mars 2005



Envoyé: jeudi 17 mars 2005 20:00
À:http://www.ngomadikumbi.org
Objet: Palestra em Salvador da Bahia (Brasil)

Migrantes brasileiras e religiões afro-brasileiras em Berlim
Reflexões transculturais sobre gênero e identidade

 

Palestra em Salvador da Bahia no
CEAO-CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS
Terreiro de Jesus

22 março 2005 - 16 H


A proposta desta pesquisa é demonstrar a importância das religiões afro-brasileiras – candomblé e umbanda – na formação da identidade das mulheres brasileiras em uma Berlim multicultural, bem como a construção de redes transnacionais.
Esta pesquisa aborda tanto a relação entre a migração e a emergência de culturas híbridas em uma "nova pátria", quanto suas estratégias no confronto com racismo e estereótipos culturais.
Através de uma metodologia antropológica, é feita uma reflexão sobre comunidades culturais e religiosas em Berlim e sua relevância na formação de uma "nova" faceta da identidade feminina.

Doutora em Antropologia
CHRISTIANE PANTKE

Curriculum Vitae (versão resumida)
Dr. phil. Christiane Pantke
Institut für Ethnologie
Freie Universität Berlin
Drosselweg 1-3
14195 Berlin

Formada em Antropologia pelo Instituto de Etnologia da Universidade Livre de Berlim (1997) com a dissertação de doutorado: "Favelas, festas e candomblé: sobre o intercâmbio cultural entre afro-brasileiros e turistas no contexto de cerimônias religiosas e profanas na Bahia".
Em seguida, coordenadora do projeto de pesquisa sobre o papel do candomblé e das igrejas pentecostais na sociedade baiana (patrocinada pelo Conselho Alemão de Pesquisa – DFG).
Seu atual projeto de pesquisa trata das migrantes brasileiras em Berlim, sob o aspecto do gênero e do papel das religiões afro-brasileiras em redes socioeconômicas na migração. Este projeto, que aguarda uma oportunidade de ser apresentado na Bahia, é patrocinado pela Universidade Humboldt de Berlim, dentro do programa para fomento da igualdade de oportunidades para as mulheres na ciência e na pesquisa.

Envoyé: samedi 12 février 2005 14:35
À:http://www.ngomadikumbi.org
Objet: Exposition et Séminaire Nzila Kuna Zambi
Evento Nzila Kuna Zambi (release)

Importance: Haute

NZILA KUNA ZAMBI

AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS DE ORIGEM BANTU NA BAHIA

 

Casa de Angola na Bahia

 

Exposição Etno-Fotográfica

02 de março a 02 de abril de 2005

 

Seminário Interdisciplinar

02 a 04 de março de 2005

 

O evento Nzila Kuna Zambi é resultado do Projeto Nzila: As Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia. Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores pluridisciplinar, o Projeto Nzila tem como objetivo o mapeamento, o estudo antropológico e etnomusicológico das comunidades e tradições religiosas de origem bantu no Estado da Bahia.

 

Composto por uma Exposição Etno-Fotográfica (150 fotografias) e um Seminário Interdisciplinar, o evento Nzila Kuna Zambi pretende trazer elementos novos para o conhecimento da religiosidade de origem bantu na Bahia, nos seus aspectos antropológicos, históricos, lingüísticos e musicais. Busca-se assim contribuir no resgate de tradições ancestrais ainda desconhecidas que participam da diversidade cultural do Brasil.

 

Reunindo povo de santo  - sacerdotes e representantes da nação Angola -  e estudiosos, o Seminário abordará de forma interdisciplinar assuntos ligados à discriminação, valorização, preservação e reelaboração dessas tradições, no Brasil e na África. Frutos da parceria entre povo de santo e pesquisadores, os resultados do evento Nzila Kuna Zambi virão compor parte do acervo Nzila, a ser mantido por um conselho reunindo os representantes das comunidades religiosas envolvidas.

 

Prof. Dr. Xavier Vatin

Coordenador

 

 

Décembre 2004

De: Xavier G. Vatin
Envoyé: jeudi 4 novembre 2004 23:55

Objet: Exposition et Séminaire Nzila Kuna Zambi


NZILA KUNA ZAMBI

 

Seminário Interdisciplinar e Exposição Etno-Fotográfica

As Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia

 

Casa de Angola na Bahia

 

Dezembro de 2004

 

 

Ø      O SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR

 

O Seminário Nzila Kuna Zambi pretende trazer elementos novos para o conhecimento das tradições religiosas de origem bantu na Bahia, contribuindo no resgate de tradições ancestrais desconhecidas que participam da diversidade cultural do Brasil. A importância desta proposta inédita constitui-se no enfrentamento interdisciplinar dos desafios ligados ao desconhecimento, discriminação, valorização, preservação e reafricanização dessas tradições, no Brasil e no exterior.

 

O evento se propõe a contribuir na divulgação e preservação da cultura bantu, principalmente nos aspectos históricos, linguísticos, musicais e estéticos ligados ao candomblé Angola. Temas como sincretismos religiosos (africano e católico), candomblé de caboclo, variedade e natureza dos nkisi (divindades bantu), cosmologia e variações do candomblé Angola no interior da Bahia, serão abordados no Seminário.

 

Espera-se, ainda, favorecer colaborações ativas entre os diversos terreiros do interior e da capital. Hoje, a troca de conhecimento e acesso à políticas públicas entre essas numerosas comunidades religiosas é quase inexistente. Por isso, o Seminário Nzila Kuna Zambi torna-se essencial na facilitação, discussão, formulação de políticas públicas e na cooperação entres os diversos participantes.

 

O Seminário contará com a participação de representantes do governo angolano, autoridades religiosas do candomblé angola, pesquisadores e entidades nacionais e internacionais de estudo e preservação das tradicões bantu. O evento Nzila Kuna Zambi terá como público-alvo as comunidades religiosas, estudantis e científicas; as escolas públicas estaduais e municipais de Salvador; as organizações governamentais, não-governamentais e demais segmentos da sociedade civil, com participação estimada de 500 pessoas.

 

O evento Nzila Kuna Zambi constitui-se como produto do PROJETO NZILA: AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS DE ORIGEM BANTU NA BAHIA, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB e apoiado por instituições como a Universidade Federal da Bahia, a Casa de Angola na Bahia e o Centro de Estudos e Pesquisas das Tradições de Origem Bantu – CEPTOB. Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores pluridisciplinar, o Projeto Nzila propõe-se a realizar o mapeamento, o estudo antropológico e etnomusicológico das comunidades e tradições religiosas de origem bantu no Estado da Bahia.

 

Por fim, os resultados e produtos do evento Nzila Kuna Zambi (filmagens, gravações, anais, catálogo e acervo fotográfico) comporão parte importante do acervo do Projeto Nzila. Este acervo constituirá, para pesquisadores, estudantes e comunidades religiosas, um precioso material para a preservação e a transmissão do patrimônio cultural de origem bantu na Bahia e no Brasil. Os materiais produzidos também poderão ser utilizados para ensino e pesquisa de História, Cultura Afro-Brasileira e disciplinas afins, mostrando uma face fundamental, porém desconhecida, do universo religioso afro-brasileiro.

 

 

PROGRAMAÇÃO      CASA DE ANGOLA NA BAHIA, 15 A 17 DE DEZEMBRO DE 2004

      provisória

 

15.12.04, 18 horas        ABERTURA DO SEMINÁRIO

 

Valorização e preservação das tradições de origem bantu

 

Representantes do Governo Angolano – Ministério da Cultura de Angola:

Dr. Virgílio Coelho, Vice-Ministro da Cultura

Dr. Victor Narciso, Adido Cultural da Casa de Angola na Bahia

Dr. Camilo Afonso, Diretor do Gabinete do Vice-Ministro da Cultura

 

Coordenação: Dr. Xavier Vatin (UFBA)

 

16.12.04, 9-12 horas      História dos povos bantu na África e no Brasil

 

Profa. Doutoranda Lucilene Reginaldo (UEFS)

Prof. Dr. Luiz Mott (UFBA)

Prof. Dr. Valdemir Zamparoni (UFBA)

 

Coordenação: Profa. Dra. Stefania Capone (CNRS – Paris)

 

16.12.04, 14-18 horas    Língua e música no contexto religioso bantu

 

Dr. Camilo Afonso (Ministério da Cultura de Angola)

Dra.Laura Alvarez (UNICAMP)

Dr. Xavier Vatin (UFBA)

 

Coordenação: Prof. Dr. Ordep Serra (UFBA)

 

Entre Yoruba e Bantu: uma visão antropológica 

 

Prof. Dr. Ordep Serra (UFBA)

Profa. Dra. Stefania Capone (CNRS – Paris)

Dr. Virgílio Coelho (Vice-Ministro da Cultura de Angola)

 

Coordenação: Prof. Dr. Luiz Mott (UFBA)

 

17.12.04, 9-12 horas      Nos caminhos de Zambi: histórias de vida (1)

 

Anselmo dos Santos, Tata de Nkisi do Terreiro Mocambo (Salvador)

Antônio Gomes da Silva, Sacerdote (Canavieiras)

Jocélia Santos Vaz, Mameto de Nkisi (Itapitanga)

Edson Sales, Tata de Nkisi do Terreiro Unzó Mim Kizangirá (Praia do Forte)

Geraldo André da Silva, Tata de Nkisi e pesquisador (Belo Horizonte)

Laércio Messias do Sacramento, Tata de Nkisi do Terreiro de Jauá e Presidente do CEPTOB (Camaçari)

 

Coordenação: Profa. Cristiane Santos da Silva (Casa de Angola na Bahia)

 

17.12.04, 15-18 horas    Nos caminhos de Zambi: histórias de vida (2)

 

Eloína Tavares, Mameto do Terreiro Tata Makuende (Salvador)

Esmeraldo Emetério de Santana, Xicarangoma do Terreiro Tumba Junçara (Salvador)

Esmeraldo Emetério de Santana Filho, Xicarangoma do Terreiro Tumba Junçara (Salvador)

José Daniel das Neves, Xicarangoma da Goméia (Salvador)

Juracy Xavier Passinho, Tata do Unzó Kuna Inkisi Tombensi Malaula (Salvador)

 

Coordenação: Profa. Cristina Pechine (Projeto Nzila)

 

 

Ø      A EXPOSIÇÃO ETNO-FOTOGRÁFICA

 

Resultado das pesquisas do Projeto Nzila, a exposição etno-fotográfica Nzila Kuna Zambi, a ser realizada na Casa de Angola na Bahia de 03 a 31 de dezembro, pretende mostrar a riqueza e a diversidade das tradições religiosas de origem bantu no Estado da Bahia. Serão expostas 150 fotografias – selecionadas entre as 1000 fotografias do acervo Nzila – divididas em 7 temas, abordando diversos aspectos do universo sagrado e da vida cotidiana dos candomblés de Angola na Bahia. Cada tema será acompanhado de informações etnográficas e cada fotografia acompanhada de legendas detalhadas, dando à exposição um importante valor documental. Serão abordados os seguintes temas:

 

1. Terreiros

O espaço físico, no candomblé, é uma transposição do universo sagrado, no qual vem se materializar a cosmovisão bantu. Cada comunidade modela e adequa o seu espaço físico próprio, recriando um pedaço da África bantu em áreas urbanas ou rurais.

 

2. Família de santo

Os adeptos do candomblé Angola – angoleiros – formam uma grande família espalhada nas diversas regiões do Estado e do Brasil. Laços de parentesco, consanguíneo e espiritual, unem os angoleiros. Nomes ilustres marcaram, até hoje, a história moderna do candomblé de origem bantu: Roberto Barros Reis, Maria Genoveva do Bonfim (Maria Neném), Maria Santana Corqueijo Sampaio (Malandiansambe do Calabetã), Bernardino do Bate Folha (nação Muxicongo), Ciriaco do Tumba Junçara, Joãozinho da Goméia, Gregório Makuende, Miguel Arcanjo (nação Amburaxó), Nicácio (nação Paketan), entre outros. Cada um desses ilustres sacerdotes deu origem a uma família espiritual cujos membros continuam preservando e celebrando a tradição herdada dos seus fundadores.

 

3. Casas de santo e assentamentos

Cada nkisi – divindade bantu - tem sua casa, seus assentamentos, seus atributos específicos, onde se concentra a sua força primordial, o ngunzo. Nzila, Nkosi, Katendê, Mutalambô, Gogombira, Zazi, Kikongo, Tempo, Angorô, Bamburucema, Dandalunda, Kokoeto, Gangazumba e Lemba são os principais nkisi do panteão bantu. Forças primordiais da natureza, os nkisi são a prova vibrante da vitalidade das tradições religiosas de origem bantu na Bahia.

 

4. Festas públicas

As festas públicas constituem o elemento visível mais importante da atividade ritual da comunidade. Cada terreiro segue um calendário próprio destinado a celebrar os diversos nkisi do panteão bantu. Até hoje relembrados através do culto aos caboclos – espíritos de índios divinizados – os primeiros contatos entre os africanos bantu e os índios ocorreram provavelmente na época dos quilombos. Os caboclos são considerados como os primordiais donos da terra e detêm um lugar de destaque nas celebrações religiosas.

 

5. Música

A música cumpre uma função fundamental na prática religiosa do candomblé. Além de identificar as diversas nações, toques e cantigas servem de veículo para a transmissão do rico conteúdo mítico-litúrgico bantu. Na nação Angola, os três atabaques, tradicionalmente chamados ngoma, são tocados com as mãos.

 

6. Colares

Os colares rituais – masanga – do candomblé Angola têm características próprias que os distinguem das outras nações. Cada nkisi tem suas cores específicas: verde para Mutalambô, verde e branco para Tempo e assim por diante.

 

7. Crianças

As crianças são o grande potencial de renovação do candomblé. Cantam, tocam, dançam e algumas delas já nascem iniciadas. A vida na comunidade religiosa lhes traz importante socialização, na qual aprendem o respeito ao outro – principalmente aos nkisi e aos mais velhos – e recebem um rico patrimônio cultural. As crianças também são homenageadas no panteão bantu através de entidades que possuem espíritos infantis, os vunje, celebrados uma vez ao ano.

 

 

REALIZAÇÃO

 

PROJETO NZILA: As Tradições Religiosas de Origem Bantu na Bahia

 

APOIO

 

FAPESB - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia

 

CASA DE ANGOLA NA BAHIA

 

UFBA – Universidade Federal da Bahia – Departamento de Antropologia

 

CEPTOB – Centro de Estudos e Pesquisas das Tradições de Origem Bantu


 


COMISSÃO ORGANIZADORA

 


Dr. Xavier Vatin

 

Prof. Dr. Ordep Serra

 

Profa. Cristina Pechine

 

Profa. Cristiane Santos da Silva

 

Prof. Allysson Mustafa

 

Lia Laranjeira

 

 

 


Statuts - Membres - Projet - Inkissis - Culturel - Activités - Conférences - Liens - Les dons et nos bienfaiteurs - Inscriptions & Coordonnées